Fundo Brasil-China: Baker Tilly vê com otimismo entrada da Caixa e BNDES na operação

Segundo especialista, trata-se de oportunidade para empresas receberem apoio

 

 

De acordo com o auditor da Baker Tilly, escritório de Goiânia, Otaniel Martins, o anúncio da criação do Fundo de Cooperação Brasil-China, que deve contar com aporte de US$ 20 bilhões, é muito interessante para o mercado brasileiro. “É uma nova possibilidade que vai motivar o mercado, sem dúvida”, analisa.

 

O instrumento financeiro está em funcionamento em um canal no site do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Lá, já podem ser apresentados projetos candidatos ao apoio do fundo.

 

Otaniel Martins

Segundo o especialista, trata-se de uma nova vertente que se abre para investimentos e as empresas devem ficar atentas à oportunidade, principalmente no setor de infraestrutura. Ainda conforme Martins, a criação do fundo é muito positiva e chega em um momento em que o mercado sinaliza retomada. Mas, a complexidade do sistema tributários e trabalhista brasileiro devem ser levados em conta na hora da criação do projeto.

 

“Nós, da Baker Tilly, podemos ajudar na formatação de planos de negócios e projetos alinhados aos objetivos do fundo de forma que as empresas interessadas sejam contempladas com os aportes”.

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal serão os operadores brasileiros para o recém lançado Fundo de Cooperação Brasil-China. Representantes dos dois países compareceram ao lançamento, em 30 de maio, no Fórum de Investimentos Brasil 2017, realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

 

Do total de investimentos, US$ 15 bilhões devem ser desembolsados pelo Fundo de Cooperação Chinês para Investimento na América Latina (Claifund) e outros US$ 5 bilhões pelos operadores brasileiros.

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