Dissídio: funcionários públicos rejeitam aumento proposto pela prefeitura

Em assembléia realizada no final da tarde desta sexta-feira (19), na Garagem Municipal, os funcionários públicos municipais de Santa Bárbara d’Oeste rejeitaram o índice do dissídio salarial proposto pelo prefeito Denis Andia (PV). O reajuste apresentado pela prefeitura, de 7,22%, é o previsto pela inflação até a data base, 1º de maio. Cerca de 100 funcionários participaram da reunião promovida pelo Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais e que tinha por objetivo a aprovação da proposta. Por pouco a reunião não se transformou num tumulto, pois para muitos participantes, houve um esforço da diretoria do sindicato para convencer os servidores que a proposta dada pelo prefeito era a única viável.

O advogado do sindicato, Jamir Menalli, chegou a se exaltar diante da negativa e dos questionamentos dos funcionários presentes, alegando que a prefeitura tem limitações financeiras, com a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Segundo diversos servidores, a diretoria da entidade representativa parecia mais preocupara em justificar a classe patronal, do que a própria categoria. O que muito se questionou na assembléia, é que veio tudo pronto, sem prévia consulta aos funcionários quanto às suas reivindicações. Por fim o presidente do sindicato, Walmir Alfredo da Silva, teve que acatar a decisão da maioria e marcar uma nova assembléia. O novo encontro deve ocorrer na próxima sexta-feira (26), no Teatro ou Anfiteatro Municipal, a partir das 18 horas, para que todos possam participar.

De acordo com o sindicato, além do índice inflacionário o prefeito Denis Andia também irá reajustar o cartão alimentação para R$ 300,00 e sem incidir o desconto de R$ 50,00 na ocorrência de falta. Tal norma vigora desde a gestão do ex-prefeito Zé Maria (PSDB). Outro benefício apresentado é a mudança de categoria para as cozinheiras e auxiliares de serviços gerais, que passariam da letra A para a B, o que equivaleria aumentar o atual salário (R$ 682,00), para R$ 750,00. Mas nem tais promessas convenceram os funcionários, que alegam prejuízos acumulados desde a implantação do Plano de Carreira, em 2010.

Um servidor que pediu o anonimato, afirmou que nos últimos dois anos alguns cargos tiveram alterações consideráveis dentro do plano de carreiras. Ele afirmou que em alguns cargos a revisão salarial atingiu mais de 150%, em detrimento de todos os demais. Outra funcionária ainda acrescentou que não discorda do benefício conquistado por tais servidores, mas que a reforma deveria ter sido ampla e estendida gradualmente a todos, o que não ocorreu. Outro fato que desagradou os funcionários da prefeitura, é a questão do sindicato estar pleiteando a administação dos cartões de alimentação e de convênios médico e odontológico, e inclusive de empréstimo. O que se encxerga por meio desta manobra, é que se isto ocorrer o sindicato poderá condicionar o benefício de cada cartão à filiação e pagamento de mensalidade por parte dos servidores. Sabe-se que nos últimos anos o sindicato vem sofrendo com a desfiliação, ante o descontamento dos servidores quanto a sua atuação.

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