Criação da Academia de Letras do Brasil – Seccional Santa Bárbara d´Oeste é discutida na sede do Portal SB24horas

Na foto: Comendador Dennis Moraes, Professor Camilo Martins e Barão Ednei Pereira

Pensando nas comemorações dos 200 anos de emancipação de Santa Bárbara d´Oeste, o Diretor do Portal Sb24horas e Comendador Dennis Moraes, recebeu o Professor Dr. Camilo Martins, Presidente da ALB/RMC ( Academia de Letras do Brasil da Região Metropolitana de Campinas) e o Barão Ednei Pereira, para discutir a vinda de uma Academia de Letras para a cidade de Santa Bárbara d´Oeste.

“O ano de 2018 marca a comemoração dos 200 anos de emancipação de Santa Bárbara d´Oeste. Atualmente, o trabalho da ALB – Limeira é fantástico! A vinda de uma Academia para nossa cidade em 2018 será magnífico, acho que nossos escritores, artistas, professores, cientistas, profissionais liberais, empreendedores, pintores, autores, poetas, entre outros tantos, merecem uma Academia.” – destacou Dennis.

Durante a conversa, ficou definido que a medalha que será entregue aos membros da Academia e homenageados, será a Medalha Rachel de Queiroz.

Rachel de Queiroz foi uma grande escritora, jornalista, tradutora e dramaturga brasileira. Ganhou diversos prêmios, dentre eles o “Prêmio Camões” (1993), sendo portanto, a primeira mulher a recebê-lo. Além disso, foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, em 1977.

“A escolha do nome de Rachel de Queiroz é mais uma forma de homenagear as mulheres. Nossa cidade foi fundada por Dona Margarida da Graça Martins, a primeira e única a fundar uma cidade no Brasil.”  – afirma Dennis.

O Professor Camilo Martins destacou o forte trabalho cultural e literário que uma Academia pode proporcionar para a cidade. Já o Barão Ednei Pereira comentou que a missão de uma Academia é fortalecer ainda mais o cultivo da nossa rica língua portuguesa.

A vinda da ALB para Santa Bárbara d´Oeste deve ser concretizada oficialmente no mês de março de 2018. A data ainda a confirmar, será anunciada em breve aqui no Portal SB24horas.

 

 

Sobre Rachel de Queiroz

Raquel de Queirós nasceu em Fortaleza (CE), em 17 de novembro de 1910, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 4 de novembro de 2003. Filha de Daniel de Queirós e de Clotilde Franklin de Queirós, descende, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar, parente portanto do autor ilustre de O Guarani, e, pelo lado paterno, dos Queirós, família de raízes profundamente lançadas no  Quixadá e Beberibe.

Em 1917, veio para o Rio de Janeiro, em companhia dos pais que procuravam, nessa migração, fugir dos horrores da terrível seca de 1915, que mais tarde a romancista iria aproveitar como tema de O Quinze, seu livro de estréia. No Rio, a família Queirós pouco se demorou, viajando logo a seguir para Belém do Pará, onde residiu por dois anos.

Em 1919, regressou a Fortaleza e, em 1921, matriculou-se no  Colégio da Imaculada Conceição, onde fez o curso normal, diplomando-se em 1925, aos 15 anos de idade.

Estreou em 1927, com o pseudônimo de Rita de Queirós, publicando trabalho no jornal O Ceará, de que se tornou afinal redatora efetiva. Em fins de 1930, publicou o romance O Quinze, que teve inesperada e funda repercussão no Rio de em São Paulo. Com vinte anos apenas, projetava-se na vida literária do país, agitando a bandeira do romance de fundo social, profundamente realista na sua dramática exposição da luta secular de um povo contra a miséria e a seca.

O livro, editado às expensas da autora, apareceu em modesta edição de mil exemplares, impresso no Estabelecimento Gráfico Urânia, de Fortaleza.  Recebeu crítica de Augusto Frederico Schmidt, Graça Aranha, Agripino Grieco e Gastão Gruls. A consagração veio com o Prêmio da Fundação Graça Aranha.

Em 1932, publicou um novo romance, intitulado João Miguel, e em 1937, retornou com Caminho de pedras. Dois anos depois, conquistou o prêmio da Sociedade Felipe de Oliveira, com o romance As três Marias. Em 1950, publicou em folhetins, na revista O Cruzeiro, o romance O galo de ouro.

Cronista emérita, publicou mais de duas mil crônicas, cuja seleta propiciou a edição dos seguintes livros: A donzela e a Moura Torta100 crônicas escolhidasO brasileiro perplexo e O caçador de tatu. No Rio, onde passou a residir em 1939, colaborou no Diário de Notícias, em O Cruzeiro e em O Jornal. Escreveu duas peças de teatro, Lampião, em 1953, e A Beata Maria do Egito, de 1958, laureada com o prêmio de teatro do Instituto Nacional do Livro, além de O padrezinho santo, peça que escreveu para a televisão, ainda inédita em livro. No campo da literatura infantil, escreveu o livro O menino mágico, a pedido de Lúcia Benedetti. O livro surgiu, entretanto, das histórias que inventava para os netos. Dentre as suas atividades, destacavam-se também a de tradutora, com cerca de quarenta volumes vertidos para o português.

Foi membro do Conselho Federal de Cultura, desde a sua fundação, em 1967, até sua extinção, em 1989. Participou da 21ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em 1966, onde serviu como delegada do Brasil, trabalhando especialmente na Comissão dos Direitos do Homem. Em 1988, iniciou sua colaboração semanal no jornal O Estado de São Paulo e no Diário de Pernambuco.

Recebeu o Prêmio  Nacional de Literatura de Brasília para conjunto de obra em 1980; o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, em 1981; a Medalha Mascarenhas de Morais, em solenidade realizada no Clube Militar (1983); a Medalha Rio Branco, do Itamarati (1985); a Medalha do Mérito Militar no grau de Grande Comendador (1986); a Medalha da Inconfidência do Governo de Minas Gerais (1989); O Prêmio Luís de Camões (1993); o Prêmio Moinho Santista, na categoria de romance (1996); o título de Doutor Honoris Causa, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (2000). Em 2000, foi eleita para o elenco dos “20 Brasileiros empreendedores do Século XX”, em pesquisa realizada pela PPE (Personalidades Patrióticas Empreendedoras).