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CPFL Energia registra 5,2 mil casos de falta de energia na RMC por causa de pipas nos últimos três anos

Dados das distribuidoras do Grupo mostram crescimento de 4,5% no número de ocorrências entre 2016 e 2017

 

A utilização de pipas próximas à rede elétrica foi responsável por 5.212 casos de falta de energia na Região Metropolitana de Campinas (RMC) de 2015 a 2017. Segundo dados da CPFL Paulista, CPFL Piratininga e CPFL Santa Cruz, distribuidoras de energia do Grupo que atuam nas cidades da região, o número de ocorrências relacionadas a pipas na região teve um crescimento de 4,5% de 2016 para 2017, passando de 1.593 para 1.797 casos no período.

 

As estatísticas apuradas pela área operacional das distribuidoras do Grupo também mostram que Campinas e Sumaré lideram o ranking de ocorrências, com 2.225 (42,6% do total) e 709 (13,6% do total) desligamentos nos últimos três anos, respectivamente. Os dados de cada cidade podem ver vistos na tabela abaixo:

 

Cidade Ano Total Geral % sobre Total
2015 2016 2017
Campinas 750 727 748 2225 42,6%
Sumaré 221 228 260 709 13,6%
Hortolândia 189 220 214 623 11,9%
Indaiatuba 132 113 104 349 6,6%
Santa Barbara D’Oeste 100 100 104 304 5,8%
Monte Mor 62 66 74 202 3,8%
Americana 52 62 62 176 3,3%
Itatiba 64 44 43 151 2,8%
Paulínia 41 49 41 131 2,5%
Cosmópolis 28 27 37 92 1,7%
Vinhedo 37 19 12 68 1,3%
Nova Odessa 17 26 23 66 1,2%
Valinhos 24 18 20 62 1,1%
Pedreira 12 9 13 34 0,6%
Jaguariúna 4 4 3 11 0,2%
Morungaba 4 0 5 9 0,1%
Total Geral 1567 1593 1665 5212  

 

A interrupção do fornecimento de energia elétrica por conta das pipas pode ocorrer por diversas formas. Além do risco de rompimento dos cabos por pipas que usam cerol ou pipa chilena, as linhas que ficam enroscadas nas redes elétricas provocam desgastes nos fios, podendo levar a curtos-circuitos e derretimento dos fios.

 

Risco à vida da população

 

A utilização inadequada de pipas em áreas urbanas é um tema de extrema seriedade que traz risco de graves consequências. Um exemplo disto foi o trágico falecimento do Sr. Gilmar Machado da Silva, em Capivari, atingido por um cabo de energia que se rompeu devido à tentativa de terceiros de retirar uma pipa da rede elétrica.

 

Comprometida com a segurança da população, a CPFL Energia recomenda que pais e responsáveis acompanhem e instruam crianças e adolescentes no uso do brinquedo. Os acidentes elétricos causados pelas pipas poderiam ser evitados se fossem adotados alguns cuidados simples, como escolher locais longe da fiação elétrica – campos abertos e parques com áreas planas –, longe do entorno de rodovias ou de avenidas de intenso movimento. A tentativa de resgatar uma pipa enroscada na fiação também pode provocar desligamentos no fornecimento de energia e causar acidentes com vítimas. Se acontecer de a pipa ficar presa em um fio, a melhor atitude é dá-la como perdida.

 

O uso de cerol (mistura de cola, limalha e vidro moído) ou da “linha chilena” é considerado crime penal capitulado nos artigos 129, 132 e 278 do Código Penal Brasileiro, além do artigo 37 da Lei das Contravenções Penais. Além disso, sua formulação pode conter limalha de ferro, substância que provoca curtos-circuitos e choques, além de ser um risco para ciclistas, motociclistas e a população em geral.

 

Para que crianças e adolescentes possam brincar de empinar sem abrir mão da segurança, a CPFL Energia compartilha 10 dicas de segurança:

 

  1. Empine pipas longe de rede elétrica, em locais livres onde não exista nenhum tipo de cabo de energia, de serviço telefônico ou antenas de celular. Isso evita acidentes e interferências na qualidade desses serviços;

 

  1. Dê preferência a espaços abertos como praças, parques e campos de futebol para usar o brinquedo. Evite também soltar pipas em canteiros centrais de ruas, avenidas, rodovias ou qualquer lugar onde exista fluxo de veículos;
  2. Evite a utilização de “rabiolas”, pois elas agarram nos fios elétricos, desligando o sistema e provocando choques, muitas vezes fatais;
  3. Linhas metálicas não devem ser usadas no lugar da linha comum. Nunca use cerol ou a linha “chilena”, elas são proibidas por lei;
  4. Não utilize papel alumínio na confecção da pipa. É perigoso pois este material, em contato com os fios, provoca curtos-circuitos;
  5. Caso a pipa enrosque nos fios, é melhor desistir do brinquedo. Tentar recuperá-lo representa sério risco, assim como tentar remover a pipa com canos ou bambus;
  6. Não é indicado soltar pipas na chuva. Ela funciona como para-raios, conduzindo energia;
  7. Não é indicado subir nas lajes das casas para empinar pipa, qualquer distração pode causar uma queda;
  8. Tenha cuidado com ciclistas e motociclistas, pois as linhas não podem ser vistas e linhas de cerol ou reforçadas podem causar graves acidentes;
  9. É aconselhável ter sempre um adulto responsável acompanhando as crianças no momento da brincadeira.

 

Em caso de rompimento de cabos por linhas de cerol ou curtos-circuitos causados por esse brinquedo, a população deve acionar imediatamente a distribuidora por meio dos canais de atendimento. Deve-se ficar o mais distante possível do fio partido para evitar novos acidentes graves e fatais.

 

Sobre a CPFL Energia

 

A CPFL Energia, há 105 anos no setor elétrico, atua nos segmentos de distribuição, geração, comercialização e serviços. Desde janeiro de 2017, o Grupo faz parte da State Grid, estatal chinesa que é a segunda maior organização empresarial do mundo e a maior companhia de energia elétrica, atendendo 88% do território chinês e com operações na Itália, Austrália, Portugal, Filipinas e Hong Kong.

 

Com 14,3% de participação, a CPFL Energia é líder no mercado de distribuição, totalizando mais de 9,1 milhões de clientes em 679 cidades, entre os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. Na comercialização, é uma das líderes no mercado livre, com participação de mercado de 14,1% na venda para consumidores finais. É líder na comercialização de energia incentivada para clientes livres entre as comercializadoras.

 

Na geração, é a terceira maior agente privada do País, com um portfólio baseado em fontes limpas e renováveis, como grandes hidrelétricas, usinas eólicas, térmicas a biomassa, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e usina solar. Considerando a participação acionária na CPFL Renováveis, maior empresa de geração da América Latina a partir de fontes alternativas de energia, a capacidade instalada do Grupo CPFL alcançou 3.283 MW, no final do terceiro trimestre de 2017.

 

A CPFL Energia possui ações listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa e ADR Nível III na NYSE, além de participar do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 pelo 13º ano consecutivo. O Grupo também ocupa posição de destaque em arte e cultura, entre os maiores investidores brasileiros, por meio do Instituto CPFL.

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Redação
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