Comunidade ribeirinha se fortalece com extrativismo vegetal

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É extensa a lista de produtos criados a partir das riquezas da floresta. Muitos remédios, perfumes e cosméticos fabricados no Brasil e no mundo dependem, inicialmente, das matérias-primas encontradas na Amazônia, quase sempre extraídas pelas comunidades locais, que dão exemplo de vida sustentável.

As pessoas que vivem às margens dos rios da Amazônia sempre extraíram materiais que podem ter os mais variados usos e aplicações. No entanto, a difusão do ideal de sustentabilidade fez prosperar as atividades econômicas das comunidades locais da floresta amazônica.

Um dos exemplos de vida sustentável vem da comunidade ribeirinha de Lago do Atininga, que fica no estado do Amazonas e reúne 140 famílias. Os moradores do local receberam energia elétrica há pouco tempo e têm a economia baseada no extrativismo, pautado no uso sustentável dos recursos da floresta.

Assim, os nativos realizam a extração da castanha e do látex, além da coleta do óleo de copaíba, que é muito utilizado para fabricar sabonetes, xampus, cremes e perfumes. Além disso, o cultivo da mandioca e a pesca artesanal são as atividades da rotina que garantem a alimentação sustentável dos ribeirinhos.

Embora a extração do óleo de copaíba seja tradicional entre os nativos, a atividade econômica foi potencializada nos últimos anos, quando a comunidade local criou uma cooperativa e firmou um contrato com uma indústria de cosméticos, a qual passou a comprar a matéria-prima das matas.

A extração do óleo de copaíba não causa danos ao meio ambiente se for realizada cuidadosamente – porém, o maior desafio é preservar estas árvores, que também são alvejadas pela exploração ilegal de madeira.

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