CEAC de Iracemápolis completa 11 anos e pode ganhar segunda unidade em 2018

Prefeitura estuda modificar grade e local dos cursos visando ampliar o atendimento

 

                O CEAC dispensa apresentações. Mantido pela Prefeitura, o espaço é fruto da união do antigo CIPI, que ofertava cursos profissionalizantes, com o setor de Cultura — que, a partir de sua inauguração, começou a ofertar oficinas e projetos diversos.

                Desde sua criação em 2006, ainda na primeira gestão de Fábio Zuza, muitas pessoas já passaram pelo local. Entre 2006 e 2012, o espaço também sediou o Núcleo de Vivência Teatral, projeto artístico que premiou Iracemápolis em importantes festivais pelo país.  

                Onze anos depois, o CEAC continua funcionando, mas a passagem do tempo interferiu em sua estrutura e começa a exigir mudanças. É o que detecta Reinaldo Azevedo, que dirige o setor público de Cultura. Ele conta que o público-alvo migrou para os bairros mais afastados do Centro, tornando a frequência nos cursos mais difícil para muitas crianças e adolescentes.

                “Identificamos isso no Projeto Guri, que atende alunos de 6 a 18 anos. A grande parte mora em bairros como Lázaro Honório e Aquárius, distantes do CEAC”, afirma.

                Para solucionar, ele elabora um estudo que visa implantar uma segunda unidade para atender exclusivamente aos moradores desses bairros.

                “O prefeito autorizou o estudo e estamos levantando custos. O objetivo é conseguir implantar em parceria com o setor privado”, adiantou.

 

Finanças

                A chefe do CEAC, Cleide Guimarães, é a favor da criação da segunda unidade. Porém, ela frisa que o objetivo do prefeito é primeiro equilibrar as finanças do município.

                “Neste ano, por causa das dívidas, a grade de cursos está funcionando apenas com os funcionários que são concursados na Prefeitura”, conta.

                Para manter o local, o município também costuma contratar monitores terceirizados por meio de empresa jurídica (MEI). Em 2016, essas contratações custaram cerca de R$ 150 mil aos cofres públicos. Este ano, com a necessidade de conter gastos, elas foram adiadas.

                “É preciso lembrar que o CEAC, em seu auge, funcionava com 31 opções de cursos. Isso ocorreu nas duas gestões do Fábio. O objetivo é reativá-los, mas a situação financeira precisa melhorar”, concluiu.

 

Cursos

                O CEAC fica na Rua Duque de Caxias, 145, Centro, e abre vagas com frequência. Veja os cursos que já estão funcionando:

 

Informática

Prof. Ângela

Idade mínima: 12 anos

Segunda e quarta, das 7h às 13h15

Terça e quinta, das 15h às 21h

Alunos: 75

 

Corte e costura

Prof. Lurdes

Idade mínima: 12 anos

Segunda das 7h às 13h15

Terça das 15h às 21h

Quarta das 12h às 18h

Quinta das 12h às 18h

Alunos: 81

 

Costura Industrial

Prof. Zezé

Idade mínima: 12 anos

Segunda e quarta das 7h às 13h15

Terça e quinta das 15h às 21h

Alunos: 72

 

Confecção de lingerie

Prof. Patrícia

Idade mínima: 12 anos

Segunda das 12h às 18h

Terça das 15h às 21h

Quarta das 7h às 13h15

Quinta das 12h às 18h

Alunos: 42

 

Confecção de bolsas e tapetes artesanais

Prof. Eliana

Idade mínima: 12 anos

Segunda e quarta das 7h às 13h15.

Terça das 12h às 18h.

Quinta das 15h às 21h.

Alunos: 39

 

Projeto Guri

Professores: Edson, Giuliano e Claudemir

Aulas: violão, percussão e canto-coral

De 6 a 18 anos

Quarta e sexta, das 8h às 17h

Alunos: 159

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