Capitão do Vôlei Renata, Rodriguinho atinge marca histórica na Superliga

Quando a bola subir para a partida entre Vôlei Renata e Caramuru/Ponta Grossa, no próximo sábado (14), no interior do Paraná, o levantador Rodriguinho, de 37 anos, atingirá uma marca histórica na carreira. O capitão do time campineiro iniciará a disputa de sua 21ª Superliga – a quinta pelo projeto de Campinas.

Rodriguinho jogou a Superliga pela primeira vez com 17 anos, na temporada 96/97. De lá para cá, rodou pelo Brasil em equipes como Suzano, Ulbra, São Bernardo, Araraquara e Montes Claros. A única vez que ficou de fora do torneio nacional foi na temporada 2008/2009, quando defendeu o Pineto, da Itália.

“Eu ainda era juvenil na minha primeira Superliga, mas convivia com meus ídolos de infância. Levantava bola para o Marcelo Negrão, era treinado pelo Renan Dal Zotto. Acho que joguei dois jogos, em um deles larguei uma bola de segunda, sai comemorando. Ficou marcado isto na minha memória. Era um menino e estava ao lado de feras”, comentou o camisa 9, que estreou pelo extinto time da Olympikus.

Entre todas as Superligas disputadas, algumas deixaram memórias mais saborosas. A última, na qual ajudou a levar o time campineiro até à semifinal, é uma delas.

“Aqui em Campinas sempre foi marcante. Na temporada passada, a torcida empurrou a gente, apresentamos uma regularidade impressionante e chegamos até a semifinal jogando de igual com os principais candidatos ao título. Deu uma satisfação e um orgulho muito grande. É claro que outras também se tornaram inesquecíveis: a primeira como titular, quando estava em Araraquara, foi bem marcante, assim como quando disputei a decisão pela primeira vez, na temporada 2009/2010”, lembrou Rodriguinho.

Durante as 20 Superligas, Rodriguinho viu bastante coisa mudar. O camisa 9 do Vôlei Renata estava atuando quando ocorreram algumas alterações significativas nas regras do esporte. Ele viu de perto a extinção da vantagem na contagem do placar e a criação da posição de líbero, entre outras mudanças.

“O vôlei teve um crescimento absurdo nas últimas décadas O contexto mudou como um todo. Antigamente, por exemplo, usávamos muito pouco a academia. Lembro que a preparação física era subir arquibancada, dar voltas na quadra correndo. Hoje, malhamos praticamente todo dia. Isto acaba influenciado no jogo. A força e a velocidade estão ainda mais presentes. Uma coisa que nunca mudou foi o alto nível da Superliga”, acrescentou.

Com alguns cabelos brancos e histórias para contar depois de tantas Superligas, Rodriguinho, agora, serve também como conselheiro para os jovens do Vôlei Renata.

“Quando comecei a jogar, sempre fui o mais novo do time, demorei para dar conta que eu havia passado para o lado dos experientes. Tenho alguns companheiros de time que nasceram em 2000. É uma coisa até estranha. Eu já jogava e eles estavam nascendo. Tento ajudar, conversar, passar um pouco de tudo que passei”, encerrou o levantador.

Quarto colocado na última Superliga, o Vôlei Renata estreia contra Caramuru/Ponta Grossa, no próximo sábado (14), às 20 horas.

 

FOTOS: MARCOS RIBOLLI/VÔLEI RENATA

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