“Camaro amarelo”, Racionais, congada e catira serão cobrados em questões da UnB

Programa de Avaliação Seriada sugere, além de clássicos da música, literatura, artes visuais e teatro, que escolas trabalhem com estudantes obras contemporâneas e populares

Camaro Amarelo 11

Foto: Divulgação/GM

Músicas como “Camaro Amarelo”, de Munhoz e Mariano, e “Cuitelinho”, interpretada por Pena Branca e Xavantinho, farão parte dos conteúdos exigidos para quem participar do Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília (UnB).


Canções e ritmos populares da cultura brasileira – como a congada e a catira, típicas na região Centro-Oeste – dividem espaço com os clássicos da literatura, da música, das artes visuais e do teatro no processo seletivo que avalia os estudantes do ensino médio a cada série concluída.

A UnB pretende, com a diversidade de obras sugeridas para as escolas trabalharem, provocar nos jovens reflexões sobre passado e futuro, apresentar a eles diferentes pontos de vista sobre a cultura brasileira e, em última instância, formar jovens mais tolerantes.

“Não tem a ver com gosto. A escolha das músicas, por exemplo, tem a ver com a identidade dos grupos de jovens, da noção de indivíduo, cultura e identidade. Os contrastes das canções mostram universos diferentes, importantes para a formação deles”, comenta Rogério Basali, consultor da Gerência de Interação Educacional do Cespe/UnB.

Apresentação de Pena Branca cantando Cuitelinho na TV Cultura em 2008:


A nova lista de obras de referência para a 1º etapa do Programa de Avaliação Seriada (PAS) da UnB acaba de sair. O PAS é aplicado ao final de cada ano do ensino médio aos estudantes que almejam entrar na UnB ao fim das três etapas, cujas notas são somadas.

Além das músicas já citadas, o rap “Vida loka parte II”, de Racionais MC, e a obra “Infortúnio” de Arrigo Barnabé foram incluídos nos objetos de avaliação do PAS – que é uma referência de competências e habilidades que a universidade espera cobrar dos alunos. A lista de referência passa por modificações a cada três anos.

Junto com elas, canções da “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque, foram substituídas. Até o ano passado, os professores que dão aulas para o 1º ano do ensino médio estabeleciam conexões entre o conteúdo exigido para a série com as músicas “O casamento dos pequenos burgueses”, “Hino de Duran”, “Se eu fosse o teu patrão ou Tango do covil” e “Ópera”.

Agora, eles terão de trocá-las para “Uma canção desnaturada”, “Palavra de mulher”, “Aquela mulher” e “Las muchachas de Copacabana”. Até março, a universidade vai publicar o novo documento dos objetos de avaliação, em que detalha como espera que cada uma das obras escolhidas colabore para o desenvolvimento das habilidades esperadas dos alunos.

Fonte: Ultimo Segundo IG

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