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Brasileiros estão rumo a um modelo próprio de inovar, diz especialista

A agenda brasileira de inovação evoluiu bastante nas duas últimas décadas, em especial a partir dos anos 2000. Prova disso foi a criação dos Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia. Os fundos foram um marco importante nesse cenário, ao viabilizar fontes complementares de recursos para o desenvolvimento tecnológico-empresarial.

Apesar da evolução da agenda, o Brasil já caiu mais de 20 posições no Índice Global de Inovação desde 2011. Hoje, o Brasil está na 69ª posição, enquanto que em 2011 ocupava 47º lugar no ranking. O índice, elaborado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual, mostra como o país perdeu forças no quesito inovação nos últimos anos.

O criador do Open Inovation Week – evento internacional sobre inovação que aconteceu na última semana em São Paulo – Bruno Rondani, acredita que, mesmo nesse contexto, o Brasil tem adotado um novo modelo de inovar.

“O Brasil tem sido, historicamente, um coadjuvante muito vulnerável, sempre dependendo de soluções externas, mas eu acho que agora a gente percebe uma nova corrida, uma nova dinâmica, que a gente tem algumas vantagens muito grandes como, por exemplo, uma rede, uma comunidade de mais de 30 mil pessoas que participam deste processo, que estão gerando um modelo brasileiro de fazer inovação”, disse.

O evento organizado por Bruno Rondani reuniu centenas de startups de todo o mundo e grandes empresas dispostas a apostar em ideias inovadoras.

Projeto

Para melhorar a questão da inovação e da ciência no Brasil, o Senado Federal discute um projeto que quer impedir o governo federal de limitar repasses ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O projeto já está pronto para ser discutido na Comissão de Assuntos Econômicos.

A proposição fortalece a operação do principal fundo de financiamento de ciência e tecnologia do país. A mudança da natureza do fundo, de contábil para financeiro, permite que os recursos permaneçam no fundo ao término de cada exercício orçamentário. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, lembra que o desenvolvimento do Brasil depende do investimento em pesquisa.

“Não há país no mundo que tenha desenvolvimento, que tenha promoção da melhoria da qualidade de vida, sem investimento em pesquisa, sem investimentos nas universidades”, afirmou o ministro.

Outro aspecto positivo da proposta é a ampliação do limite máximo de valores a serem destinados para o financiamento de projetos de inovação em empresas de 25% para 50%, o que amplia seu caráter de agente de fomento a pequenas empresas inovadoras.

 

Agência do Rádio Mais

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Redação
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