Bovespa tem abertura fraca, à espera de dados dos EUA para definir direção

bovespa

Foto: Divulgação

As Bolsas de Nova York voltam a funcionar hoje, após o feriado de ontem nos Estados Unidos, mas isso ainda não inspira a abertura do pregão da Bovespa, que é novamente ao redor da estabilidade. A expectativa é de que a agenda econômica norte-americana traga alguma direção para os mercados financeiros ao longo do dia, já que o esperado afrouxamento monetário no Japão não animou os investidores, ao passo que o sentimento econômico alemão atenuou a pressão de baixa entre os ativos de risco. Por volta das 10 horas, o Ibovespa tinha leve alta de 0,04%, aos 61.927,08 pontos.

O estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi, avalia que as medidas adicionais de afrouxamento monetário anunciados pelo Banco Central japonês (BoJ) confirmaram as expectativas e vierem dentro do pretendido pelo governo do primeiro-ministro, Shinzo Abe. Até por isso, comenta, os investidores mostraram-se um pouco frustrados com a adoção da meta de inflação de 2% e o anúncio de um novo programa de compra de ativos, sem data para encerramento, a ser ativado após a conclusão do atual programa.

Em reação ao BoJ, a Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 0,4% e os demais mercados asiáticos não exibiram um rumo único. Já no Ocidente, às 9h40, as principais bolsas europeias exibiam ligeiras perdas, reduzindo parte da queda verificada mais cedo, após o índice ZEW de expectativas econômicas na Alemanha subir bem mais que o esperado, para o maior nível desde maio de 2010. Além disso, os ministros de Finanças da União Europeia (Ecofin) estão reunidos hoje e, às 16 horas, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, discursa.

Em Wall Street, o futuro do S&P 500 tinha leve baixa de 0,06%, às 9h40, com os investidores atentos aos dados regionais de atividade em Chicago (11h) e em Richmond (13h), além de números sobre o mercado imobiliário (13h). As atenções também estão voltadas para a questão fiscal norte-americana. A Câmara dos Representantes dos EUA deve votar, amanhã, um projeto de lei do Partido Republicano que estende até 19 de maio o prazo para que seja atingido o limite de endividamento do governo dos EUA. Galdi, da SLW, lembra que os mercados financeiros “já viram esse filme antes”. “A Europa fez a mesma coisa e foi ‘empurrando com a barriga'”, comenta. “Agora que a questão europeia saiu de cena, os negócios voltam a ficar reféns desse fator político, com a questão fiscal nos EUA”, completa.

No âmbito corporativo, as prévias operacionais divulgadas por algumas construtoras devem agitar as ações do setor.

Fonte: Agência Estado

Comentários

Notícias Relacionadas

Alunos de S.Bárbara d´Oeste participam de ação na ... Alunos da Emefei (Escola Municipal de Ensino Fundamental e Educação Infantil) "Profª Gessi Terezinha B. Carneiro", do bairro São Joaquim, participaram...
Prova noturna encerra a Copa SP Duathlon A terceira e última etapa da Copa SP Duathlon será realizada no período noturno. A novidade foi anunciada no domingo (15/09), durante a prova em Pirac...
‘Não haverá reintegração de posse’, ga... Foto: Divulgação Superintendente do Incra garantiu que documento de desapropriação por interesse social está pronto O superintendente regional d...
Entrevistado …………. Adilson... Flavio de Camargo: Nome e Profissão Adilson Tadeu: Comerciante e radialista É  Barbarense? Paulistano do Ipiranga   Qual é seu ...