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BNDES aprova R$ 63 milhões para geração de energia com bagaço de cana

  • Objetivo é ampliar em 180% a energia gerada, produzindo o suficiente para suprir anualmente 44 mil residências
  • Geração energética a partir da biomassa já corresponde a 9% do total produzido no país
A Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 62,9 milhões para a ampliação da capacidade de cogeração de energia elétrica da Pitangueiras Açúcar e Álcool Ltda, usina localizada no município de Pitangueiras (SP), a 60 km de Ribeirão Preto. 
O objetivo é otimizar a capacidade industrial do empreendimento e maximizar o potencial de geração de energia a partir do bagaço de cana produzida. O projeto contempla também a interligação de sua subestação à rede da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).
Com investimento total de R$ 78,6 milhões, o projeto envolve aquisição de maquinário de cogeração, construção de uma subestação elevadora interligada ao sistema em Morro Agudo, implantação de 7 km de linha de transmissão, e obras civis.
Atualmente, a usina de cana-de-açúcar já produz energia suficiente para sua operação e conta com um excedente de 90 mil MWh que é negociado no mercado livre. Após a conclusão do projeto, que tem período de implantação de dois anos, a capacidade de geração por hora será ampliada para 70 MW, uma expansão de 180%. Já o potencial de exportação de energia aumentará 133%, chegando a 210 mil MWh em cada ano safra, montante capaz de suprir 44 mil residências anualmente. Considerando apenas o investimento no empreendimento, a energia gerada é suficiente para atender 25 mil domicílios por ano.
Esse aumento representará uma oportunidade de incremento de receita para a empresa, que saiu vencedora do leilão de energia A6-2017. Pelas regras da disputa, a partir de 2023 terá a garantia de exportação de parte de sua energia gerada para o mercado regulado do Sistema Interligado Nacional (SIN). Até lá continuará a fornecer para o mercado livre – ambiente por meio do qual grandes consumidores podem negociar o valor da energia adquirida com os fornecedores, o que não é possível no mercado cativo, onde as tarifas são as estabelecidas pela ANEEL.
Empresa – Fundada em 1975, a companhia atua na industrialização de cana-de açúcar, comercialização e distribuição de seus produtos e subprodutos. Em 2004 inaugurou uma planta de geração de energia elétrica e, dois anos depois, passou a comercializar o excedente produzido. A empresa conta com uma localização estratégica, próxima ao principal centro consumidor do país e de portos para o escoamento de açúcar.
Energia – Atualmente a biomassa representa 9% da potência outorgada pela ANEEL na matriz elétrica do Brasil, abaixo da hidráulica (66%) e fóssil (17%). Considerando a energia gerada a partir da biomassa, o setor sucroenergético responde por 77% do total produzido e florestas representam 21%. O financiamento a empreendimentos de cogeração energética a partir do bagaço da cana-de açúcar está em linha com as expectativas positivas de crescimento da demanda por fontes de energias renováveis no Brasil e no mundo.
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Redação
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