Biomagnetismo: um novo aliado no tratamento de autistas

Desenvolvido no fim da década de 80 pelo médico mexicano Isaac Goiz Durán, o tratamento com biomagnetismo tem avançado cada vez mais no Brasil. Os resultados impressionam médicos e, principalmente, os pacientes e suas famílias. Apesar de indicado para várias doenças e transtornos como aterosclerose, déficit de atenção, fibromialgia, tendinites, síndrome do intestino irritável, esclerose múltipla (em fase inicial), com resultados positivos, é no tratamento do autismo que o biomagnetismo tem avançado de forma significativa.

Um exemplo disso ocorreu em Campinas (SP), com Murilo Radomile, de 5 anos. Diagnosticado como autista hiperativo, o menino não conseguia sequer conversar com a mãe. Sua hiperatividade o deixava excluído de festas e atividades familiares. Utilizando procedimentos como a homeopatia e o biomagnetismo, a terapeuta Michela Costa, do Rio de Janeiro, conseguiu, após 8 meses de tratamento, fazer com que o jovem fale normalmente, faça todas as atividades escolares e interaja com os amigos e familiares.

“No tratamento, são utilizados magnetos potentes para controlar parasitas, bactérias, fungos, vírus e outros microorganismos, que são a causa de várias doenças”, explica Michela. “A patologia está localizada no órgão ou tecido com desequilíbrio entre cargas iônicas positivas e negativas. No momento em que é atingido o equilíbrio biomagnético (frequências celulares) e bioquímicos (PH, neurotransmissores, neuroreguladores, hormônios e enzimas) isso é corrigido e o problema desaparece.”

Foi o que também ocorreu com o adolescente Angelo Fernandes, de 17 anos, também de Campinas. Ele tinha uma situação ainda mais grave. Além do autismo de nível severo, o jovem sofria da Síndrome do X Frágil, doença que causa debilidades intelectuais, problemas de comportamento e de aprendizado. Angelo não conseguia interagir nem mesmo com a própria família (em suas diversas crises de fúria costumava agredir familiares). “Ele não conseguia sentar à mesa, jogava tudo no chão e ainda se automutilava”, lembra Michela. “Tudo o incomodava, era angustiado e inquieto. Nesse caso, achei que não conseguiria ter resultados positivos, pois já estava muito comprometido.”

Contudo, após 6 meses de tratamento, usando técnicas como biomagnetismo e cease therapy (desintoxicação), a vida de Angelo melhorou significativamente. Hoje, ele passeia no shopping, conversa com as pessoas e participa de atividades sem problemas, além de sentar à mesa com todos. Não se mutila mais e nem apresenta crises de agressividade. “Ele está muito tranquilo e o autismo já não interfere em sua rotina. A síndrome ainda persiste, mas está praticamente controlada”, afirmou a terapeuta, que atua em parceria com médicos, responsáveis pelas prescrições.

Aliás, o tratamento com biomagnetismo geralmente é feito de forma associada a outras terapias, como homeopatia, Floral de Bach e acupuntura. Dessa forma, busca-se maior equilíbrio e, consequentemente, melhores resultados.

Há 15 anos, o trabalho é feito com uma equipe multidisciplinar que inclui a pediatra e clínica geral Selma do Rosário Gomes, também do Rio. Segundo Michela, alguns pacientes da médica, que estavam em tratamento havia mais de um ano, receberam alta em cerca de três meses após a inclusão do tratamento complementar com biomagnetismo e outras terapias alternativas. “Chegamos a atender, mensalmente, de 350 a 400 pacientes, muitos deles com melhora de 100%.”