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Baú de histórias desperta imaginação das crianças da Arapiranga em Americana

Um baú com menos de um metro de comprimento e uns 80 cm de altura com rodinhas e um puxador. Ele percorre todos os cantos, puxado por crianças e professores, da Casa da Criança Arapiranga, da Rede Municipal de Educação de Americana, no Jardim da Paz. Dentro dele um mundo de imaginação com dezenas de livros.

“Na Educação Infantil, a leitura de histórias faz parte da rotina. Nesses momentos, percebíamos a dispersão das crianças, talvez pela falta de leitura nas famílias ou pelo excesso de informações que o mundo digital vem oferecendo”, disse a pedagoga da escola, Ana Paula Barbosa Rocha.

Ela começou a pensar em como tornar agradável para as crianças à leitura. “A partir deste momento veio a ideia de construir um baú e que dentro dele saísse histórias. Na hora que a criança abrisse teria novidades e muita imaginação”. O projeto foi sendo formatado. “Um baú de histórias que possa ser levado para todas as salas com cordinha para ser puxado e rodinhas”, concluiu.

O projeto começou no inicio do ano. A primeira autora a ser trabalhada foi Ruth Rocha. Foram colocados no Baú uns 10 livros para crianças de quatro a cinco anos de idade. “Primeiro passo foi ler, para as crianças, o livro e, em seguida, contamos um pouco da biografia da autora”, recorda Ana Paula. Ruth Rocha, desde criança, era encantada com leitura e ela ouvia histórias dos avôs e pais. Tornou-se uma apaixonada por livros. “Começamos com ela porque era uma figura encantadora”.

As crianças começaram a desenhar as histórias lidas e a pedir outros livros. O projeto começou a ganhar corpo. A escola depois de Ruth Rocha escolheu trabalhar a questão da diversidade cultural porque em maio é comemorado a Abolição da Escravatura.

A boneca Abayomi foi à escolhida para abordar o tema. “As professoras começaram a contar história dos navios negreiros. Lembravam que as viagens eram muito longas e as crianças choravam muito. As mães, para distraí-las, inventaram uma boneca muito simples, feita de panos reaproveitados, a abayomi”, explicou.

As mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção. As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, em Iorubá.

“As professoras aproveitaram para trabalhar a questão da culinária, da vestimenta, dos costumes, como era a vida deles e a cultura”, disse a pedagoga. A bonequinha foi confeccionada em sala de aula pelas professoras e alunos. Segundo Ana Paula as crianças levavam as bonequinhas para casa e contavam a história para os pais ou responsáveis.

“O baú foi para nós uma forma nova de apresentar histórias para as crianças. A magia de abrir o baú e tirar uma nova história traz interesse e uma surpresa maior”, afirmou a professora Alessandra Fernandes. Para ela, “além do fato lúdico da fantasia tem envolvimento com outras áreas como a linguagem, oralidade, socialização, contagem, etc. Se a história é sobre meio social trabalhamos essa questão, se for afetividade, idem”.

A professora de outra turma, Dileusa Teixeira, comentou que o baú de histórias é uma oportunidade para a criança ter acesso a diversos gêneros textuais. “É também conhecimento de diversas áreas. Tem ainda contos brasileiros que as crianças podem ter acesso. A Partir disso se dá aprendizagem significativa porque eles vêem de perto o autor e sua obra”.

Em agosto a escola levantou o tema do folclore. Dentro do Baú surgiam sereias, saci pererê com seu gorro e cachimbo, pipa, peão, etc. Depois as lendas. “Cada professora fez um trabalho diferenciado. Uma escolheu a Iara (sereia), outra a mula sem cabeça. Junto com as crianças incrementaram estas histórias”, afirmou. Depois apostaram na reciclagem construindo brinquedos como peteca, etc.       Neste mês (setembro) vão trabalhar Monteiro Lobato. Já encomendaram os livros e estão aguardando a chegada do material para iniciar novos momentos com o Baú.

“Depois do Baú as crianças passaram a se interessar pelas histórias. Até os livros mais longos, que antes elas não gostavam, já param para ouvir, apreciar e fazer intervenções na leitura”, disse Ana Paula. “A leitura melhorou a atenção delas, melhorou a oralidade e enriqueceu o vocabulário. A história proporciona criatividade.”

Cada canto da escola tem uma pequena biblioteca com disposição de livros para os alunos. No refeitório tem o Cantinho da Leitura. Ao lado do refeitório tem a brinquedoteca com um espaço para leitura também. Cada sala de aula tem uma pequena biblioteca. Todos a disposição dos alunos.

 

 

Unidade de Imprensa

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